
O início do ano sempre nos faz pensar no tempo que passou e desde que 2026 começou, uma coisa não sai da minha cabeça: se nos últimos meses você tentou comprar o primeiro volume da minha série de fantasia O Cajado de Infinito, então você percebeu que o livro não está mais à venda.
Como assim não está mais à venda? Alguém pode perguntar. E a resposta será: é isso mesmo, meu livro não está disponível para venda.
Mas você colocou no seu site que o volume 2 vai ser lançado em breve, como você quer que a gente leia o volume 2 sem ter lido o volume 1? Alguém mais curioso pode sugerir. E é claro que a resposta é: eu nunca desejaria uma coisa dessas, quero que todos leiam todos os livros da série.
Então porque você está desperdiçando o meu tempo com esse papo? Vai logo colocar o livro pra vender de novo. Diria alguém mais impaciente. E para responder a isso eu gostaria de contar uma pequena história:
Era uma tarde chuvosa de Novembro, as folhas secas das árvores no chão se desfaziam com a força da pequena correnteza que se formava entre o asfalto e a calçada. Um homem de cerca de 40 anos de idade podia ser visto virando a esquina enquanto ajeitava o capuz de sua capa de chuva verde-escuro. Não parecia alguém que virava uma esquina para fazer algo bom. Mas nada disso importa, pois essa não é a história que eu vim contar.

Ok, ok, desculpa; não consegui resistir à ideia de dizer que vou contar uma história e não começar a escrever ficção.
Enfim, vamos à história real.
Realmente as coisas começaram em Novembro, no caso, Novembro de 2024. Esse foi o mês em que O Cajado do Infinito vol 1 foi publicado, uma jornada que começou pelo menos nove meses antes, quando contratei uma editora de autopublicação para lançar o meu livro. Na época eu não tinha coragem de publicar um livro de maneira 100% independente e também não tinha a menor noção de como tentar conseguir um contrato com uma editora tradicional.
E assim as coisas avançaram, primeiro a troca de arquivos para fazer a revisão do livro e para iniciar o processo de design da capa. Depois novas trocas de arquivos para aprovar capa, revisão de texto e miolo (que é a parte de dentro do livro). E por fim o tão esperado momento do livro lançado, acompanhado da expectativa de finalmente segurá-lo em minhas mãos.
Mas ao contrário do que eu imaginava na minha inocente fantasia, esse não foi o começo da minha jornada, foi só um prefácio, no máximo. Agora eu tinha um livro pronto e não fazia a menor ideia de como vendê-lo. E acredite, um livro não se vende sozinho, não importa o quão incrível ele seja.
Por isso caí de cabeça no mundo do mercado do livro, conheci Lilian Cardoso (essa é uma história para outra hora) e comecei a estudar. Já não se tratava só de aprender sobre como escrever e contar boas histórias, eu também tinha que aprender sobre marketing de livro, carreira, negócios, listas de best-sellers e mais um monte de coisas das quais eu ainda continuo sem saber nada.
E um ano inteiro se passou.
Dei algumas entrevistas no Instagram, participei do podcast EscritorPod, contratei uma leitura coletiva que me rendeu algumas parcerias com influenciadores; até aprendi a falar sobre o meu livro (durante os anos de escrita eu nunca falei nem o nome dos personagens em voz alta). Ou seja, vivi uma realidade totalmente fora de qualquer zona de conforto. Tive dias horríveis e tive dias maravilhosos, mas essas histórias talvez sejam para outras postagens (se alguém tiver interesse nelas).
E com o aniversário de um aninho do meu livro, veio o fim do contrato com a editora.
Junto com esse fim, veio também uma escolha: eu renovo o contrato ou coloco o meu livro embaixo do braço e sigo em frente 100% independente? Eu escolhi a jornada do escritor independente, mas o universo tinha outros planos…
É nessa hora que você provavelmente espera que eu anuncie que uma grande editora como a Rocco ou a HarperCollins entrou em contato querendo publicar o meu livro. E eu adoraria anunciar isso, mas embora meu livro seja uma história de fantasia, a minha vida não é (independente do meu esforço para aprender a “esquecer de cair”; se você não entendeu essa referência não tem problema, dá uma lida no Guia do Mochileiro das Galáxias e depois me conta o que você achou da referência).
O que aconteceu, foi que surgiu no meu caminho uma oportunidade de trabalhar com uma nova editora de autopublicação, a LCbooks. Com a qual vou relançar O Cajado do Infinito vol 1 e também lançar O Cajado do Infinito vol 2.
É por isso que o primeiro livro da trilogia não está disponível para venda nesse momento. Estou trabalhando com a editora para dar uma melhorada em alguns aspectos do livro e também estou planejamento algo especial para ser incluído nele. Se você ficou curioso para saber sobre essa pequena surpresa assina a minha newsletter que eu vou compartilhar algumas coisas por lá.
Então é isso. Essa é a jornada até agora (versão resumida). Se alguma parte dessa história toda te deixou curioso e você quer que eu conte mais a respeito, me fala aqui nos comentários ou nas minhas redes sociais.
Obrigado pela sua atenção e te desejo uma vida cheia de livros. E que 2026 nos leve há lugares e mundos novos.

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